Em outubro do ano passado, a coordenação o PMPD aprovou sua Resolução 2/2025, que instituiu formalmente a Política de Egressos do programa. O nome do documento soa burocrático, e provavelmente você não soube da publicação. Mas essa resolução muda o que esperamos de nós mesmos no acompanhamento de quem já passou pelo mestrado.

Por que precisávamos formalizar isso

Duas exigências externas nos cobravam: o Ato 0001/2020 da Decana de Planejamento da UnB, que determinou às unidades acadêmicas mecanismos permanentes de monitoramento de egressos, e o Documento de Área da CAPES para a Pós-Graduação em Direito, que prevê política específica de “Acompanhamento de egressos, facilitando sua inserção no mercado de trabalho, seja em atividades educacionais ou em outros setores”.

Atendemos a essas exigências, mas não nos limitamos a elas. A resolução foi a oportunidade de organizar, num único documento, aquilo que o PMPD precisa medir sobre os seus próprios egressos para se aperfeiçoar, e foi construída a partir do desenho específico do nosso programa.

O desenho do PMPD entra na conta

A maior parte dos nossos discentes vem de turmas fechadas, formadas por servidores públicos selecionados por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) com órgãos parceiros. O propósito do programa é, nos termos da resolução, “devolver qualificação diretamente ao órgão público parceiro”.

Isso muda o que faz sentido medir. O indicador mais objetivo de retorno institucional não é “publicação em revista internacional”, e sim a progressão funcional dos egressos no órgão de origem (cargos em comissão, funções comissionadas), aferível diretamente nos portais públicos de transparência. Esse critério cobre a maior parte dos casos, mas tem dois limites: (i) parte dos egressos sai do órgão e exige busca complementar em outras bases; (ii) nem toda aplicação do conhecimento se traduz em promoção formal. Por isso a política prevê também um instrumento qualitativo, sobre o qual voltamos abaixo.

O que a política compromete

São quatro frentes, todas obrigatórias daqui em diante.

Levantamento funcional em bases públicas, a cada biênio. Vamos sistematizar os dados de progressão de carreira dos egressos a partir dos portais de transparência dos órgãos parceiros. Para quem mudou de vínculo, fazemos busca individualizada.

Monitoramento contínuo da produção técnico-científica. Acompanhamento via Currículo Lattes, bases de periódicos e bibliotecas digitais. Classificação dos produtos pelos critérios CAPES, que incluem itens não acadêmicos como relatórios técnicos, projetos de atos normativos, normas, software, eventos organizados.

Survey de percepção bianual. É o formulário eletrônico que estamos enviando agora. Cobre cinco eixos: ampliação de conhecimento, contribuição para a prática profissional, satisfação com o curso, continuidade da trajetória acadêmica e sugestões de melhoria. Esse instrumento existe justamente para capturar o que os dados de carreira e de produção não capturam.

Integração continuada à comunidade universitária. Aqui está o ponto que vale destacar para quem já defendeu a dissertação:

  1. Mantemos canais de comunicação ativa e enviamos convites sistemáticos a seminários e eventos do PMPD.
  2. Incluímos egressos em grupos de pesquisa multiníveis vinculados ao programa.
  3. Criamos um banco de indicações para bancas de TCC da graduação em Direito, com inclusão automática após a defesa da dissertação, salvo manifestação em contrário do próprio egresso. A lista atualizada é enviada anualmente à Coordenação de Graduação da Faculdade de Direito.

O ciclo que isso desencadeia

Os resultados consolidados das quatro frentes vão ao Colegiado do programa a cada dois anos, e podem implicar ajustes no currículo, na gestão acadêmica, nos temas prioritários dos grupos de pesquisa, e nas ações de aproximação dos egressos. Os dados também entram no relatório quadrienal que enviamos à CAPES. O ciclo avaliativo em curso vai de 2025 a 2028, e o que respondemos agora alimenta o próximo relatório.

A política só funciona se a primeira coleta sair com massa crítica. O formulário leva cerca de cinco minutos e os três campos abertos no fim (impactos positivos, deficiências identificadas, atividades pós-conclusão) são os que mais subsidiam decisões. Pedimos que vocês não respondam no automático.

Responda o formulário de autoavaliação dos egressos: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfIp9tdxMNqQbsaNO0UVngIuZm95P-RjBX6TbSCMhLLy0fJ6w/viewform