Uma das frentes obrigatórias da Política de Egressos é o mapeamento contínuo da produção técnico-científica dos egressos. Pode parecer estranho que um programa de pós-graduação queira saber o que você produziu depois de se formar (afinal, você já se formou), mas há uma razão para isso.

Por que esse mapeamento existe

A CAPES, na avaliação dos programas, atribui peso a um conjunto específico de produtos técnico-científicos. Para a área do Direito, segundo o Relatório Técnico do Grupo de Trabalho “Produção Técnica” (2019) e o Seminário de Meio Termo de 2023, os produtos relevantes incluem:

  1. Produto bibliográfico
  2. Curso de formação profissional
  3. Produto de editoração
  4. Software ou aplicativo
  5. Evento organizado
  6. Norma ou marco regulatório
  7. Relatório técnico conclusivo
  8. Tradução
  9. Produto de comunicação
  10. Apresentação de trabalho

Programas como o PMPD, focados em formação de servidores e em pesquisa aplicada, produzem boa parte da sua produção justamente nesse formato técnico. E parte significativa dessa produção é feita pelos egressos, dentro dos seus órgãos de origem.

O problema do invisível

O perfil profissional dos discentes do PMPD impõe um desafio prático: a maioria dos egressos não mantém atualizado o Currículo Lattes com a produção técnica feita no exercício do cargo. Pareceres técnicos, notas de subsídio, projetos de atos normativos, manuais, protocolos: tudo isso é produzido pelo servidor no trabalho, mas raramente registrado nas bases de dados acadêmicas.

A Resolução 2/2025 reconhece esse problema e uma estratégia: busca em Lattes e bases acadêmicas, complementada com perguntas específicas no survey sobre produtos desenvolvidos no exercício profissional. O campo aberto do formulário sobre “atividades acadêmicas, produtos técnicos ou iniciativas institucionais das quais participou após o término do PMPD” é exatamente isso. É a chance de você nos dizer, em uma a três frases, o que você produziu.

Por que vale registrar

Esse registro vai entrar no relatório bianual da Política de Egressos e, eventualmente, no Relatório Quadrienal CAPES como evidência de impacto. Mas há um outro efeito, talvez mais importante: a coordenação consegue mapear que tipo de produção está saindo, em que órgãos, com que temas. Isso volta para o programa como insumo para definir prioridades, parcerias e linhas de pesquisa.

Se você escreveu um parecer relevante, se contribuiu com um projeto normativo, se participou de uma força-tarefa, se organizou um evento, ou se publicou um artigo (acadêmico ou técnico), o lugar de registrar é o campo aberto do formulário.

Responda o formulário de autoavaliação dos egressos: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfIp9tdxMNqQbsaNO0UVngIuZm95P-RjBX6TbSCMhLLy0fJ6w/viewform